sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

- Bonita obra não é? - um homem que estava ao meu lado comenta-
- Muito bonita. - eu respondo-
- Como ela pode representar tao bem a simplicidade do povo do campo mineiro não é. - continua ele -
- Ela e uma ótima pintora. realmente de onde ela tira toda essa inspiração - respondo eu -
- olha aquela dali é a Srta. Personato. - diz o homem -
- onde ? - respondo rapido -

Olho repentinamente para o final da galeria me deparo com uma mulher linda que chama a atenção de todos que estão presente, também pudera, ela esta linda vestindo um vestido vermelho tom de sangue, em seu pescoço um colar de perolas que realça seu rosto seus cabelos negros soltos deixam mechas caídas de leve sobre seu rosto não omitindo a beleza do mesmo um sorriso suave sai de sua boca perante os olhares admirados de seus convidados, com movimentos suaves e de extrema delicadeza ela comprimenta os convidados enquanto caminha pela galeria seus olhos negros tem o brilho de uma perola passeie entre os rostos das pessoas presente como que procurando alguem e ao encontrar o meu olha para como se o tempo parasse ela olha em meus olhos e sorri, com um sorriso de satisfaço como de quem fez um serviço bem feito e recebe seu premio, ela se aproxima de min, eu estou paralisado admirando a sua beleza suas curvas seu caminhar tudo como uma escultura perfeita feita a dedo pelo próprio criador. ela caminha com suavidade sorri e passa por min ignorando a minha presença naquele local. Eu tento dizer algo fazer alguma coisa para chamar a sua atenção força-la a se aproximar de min mas anum consigo sua beleza e tamanha que fico sem reação.
A exposição

Nossa quanto movimento, a rua esta cheia, o estacionamento também esta cheio quanta movimentação parece ate uma festa do alto escalão da cidade quanta gene chique e bem arrumada e minha nossa pra que tanto segurança, tem ate uma fila no porta de entrada, a ja to aqui agora eu vou entrar.
a fila era realmente grande fico alguns minutos na fila resolve não puxar papo com ninguém, toda aquela gente me olha de uma maneira diferente parece ate que cagaram em sima de min e eu num notei , comprimento algumas pessoas para ver se elas param de me olhar. elas param parece que deu certo a tática de cumprimentar. chego na porta, segurança parece que estão com uma lista e agora o que eu faço.
- seu nome por favor ? - pede um dos seguranças segurando uma lista nas maos,
- Em ?
- Seu nome por favor senhor! - ele repete
o que fazer eu sei que meu nome não esta lista, afinal eu nem sabia que precisava deixar o nome em alguma lista.
- Marcos Viena Junior. - depois que ele der a resposta eu dou um jeito de inventar uma desculpa e entrar.
o segurança procura pelo meu nome na lista de convidado, uma gota de suor frio rola pela minha testa, escore pelo meu rosto e morre em meu queixo, droga marcos pensa em alguma coisa rápido ela já vai falar que seu nome não esta na lista e você ainda nem pensou em nada.
- por favor senhor Viena entre.
-como? meu nome esta na lista ?
-sim claro, Marcos Viena Junior convidado de honra de senhorita Personato.
-esta bem .- respondo com uma cara de surpreso-
Abro a porta e convido ele para entrar

- Não repara a bagunça, não tive tempo de arrumar o apartamento nestes últimos dias
- Trabalhando muito?
- Não preguiça mesmo.
- Há há há, não e novidade vindo de você.
- Que houve assim, ate acredita que e verdade
- Mas me diga, esta pronto o que lhe pedi?
- Claro, tive dando os últimos retoques nesta noite, vem cá vou te mostra.

Ligo meu computador enquanto vejo Luiz foleando meus outros trabalhos. Luiz é um homem descolado, apesar de sua idade aparenta ser bem mais jovem, ele já deve esta beirando seus quarenta anos e parece ser um jovem de apenas vinte e poucos, não so na aparência mas em suas atitude, deve ser o alto convívio com pessoas mais jovens.

- Esta aqui. Tudo prontinho do jeito que você pediu.
- Hum, muito bom exatamente o que eu precisava atrasado mas de altisima qualidade, num e atoa que e reconhecido como um dos melhores. Ei e o que é aquilo.-apontando para o desenho daquela garota-
- Ele esta ótimo, encaixaria perfeitamente também, só fazer uns efeitos de arte final e pronto seria perfeito, posso incluir ele também?
- A você ta falando deste desenho, foi só um ensaio que eu fiz no domingo a noite.
- Nossa e quem e a modelo? ela parece ser linda.
- Num sei nem de onde saiu a idéia dela.
- Ei calma ai essa é a? como e mesmo o nome dela? Fernanda Personato.
- Quem?
- Fernanda Personato, uma grande pintora, chegou na cidade a pouco tempo, não tem nem mesmo uma semana que ela esta aqui com uma exposição de quadros no MAN.
- Não sei quem e ela. Se quiser ficar com o desenho fique a vontade.
- Ok vou levar ele também.
- Ta certo então o dinheiro já esta na minha conta correto, como combinado?
- Isso mesmo pode passar no banco e retirar, agora eu vou indo que tenho que levar isso para a editora ainda hoje
- Vai la, um abraço amigo
- Outro
Acabo meu café e vou caminhar pela cidade tumultuada, caminho ate chegar a praça central um dos poucos lugares com uma pequena área verde, se é que podemos chamar isso de área verde, me sento e acender outro cigarro, fico ali por horas observando as pessoas passarem, uma garotinha se aproxima de min, aparenta ter no Maximo dez anos, já chega mostrando uma caixinha de chicletes;

- Moço, me compra um chicletes pra me ajudar.

Coloco a mão no bolso apanho umas moedas e dou a garota, que já vem me entregando a mercadoria,

- Não abrigado pode ficar pra você.

Sei que isso que fiz é errado, não passo de mais um hipocirta alimentando o vicio de um pai escroto que se esconde atrás da inocência de uma garotinha para arrumar dinheiro de maneira fácil, e fútil. observo a paisagem busco inspiração para novas artes fico ali por alguns minutos, é hora de voltar pra casa, voltar a trabalhar, acendo um cigarro e me levanto. Chegando em casa me deparo com Luiz a minha porta:

- Ei rapaz, procurando alguém - falo com ele.
- Chegou na hora certa.
É acho que essa merda de telefone deve estar com defeito, desligo ele, paro e olho nas ultimas chamadas para ver o numero, “ligação confidencial”, como eu odeio isso, pena que a maldita operado não me permite retirar isso, droga.
Volto para meu almoço, comida congelada, é parece não estar estragada. Como aquilo e resolvo dar uma volta pela cidade, já sei vou tomar um café na lanchonete da esquina, acendo um cigarro pouco antes de chegar a lanchonete, droga esqueci que não pode entrar fumando, paro um pouco do lado de fora e fico observando as pessoas, passando apressadas com suas bolsas, suas complicações, seu próprios atrasos carros passam pela rua como foguetes só parando por obrigação quando o sinal se fecha, vejo uma movimentação estranha pivetes rodeiam uma senhora, e parece que vou presenciar um crime hoje logo cedo, com ações rápidas eles pegam a bolsa da senhora e disparam pela rua transversal, onde estão os guardas dessa cidade, a mulher se desespera mas já é tarde demais eles se foram. Acabo meu cigarro e entro na lanchonete, hum cadê a garçonete? Peço um café, e um senhor que me atende, de cabelos grisalhos e rosto abatido.

- Aquela garçonete que sempre me atende, esta de folga hoje?
- Não, ela não veio e ninguém sabe ao certo o que houve com ela.
- Brigado.

continua...

Justificar Noite turbulenta não consegui dormir direito o tempo todo sonhava com com coisas estranhas, as vezes me via como num filme de época que retratava uma cidade estranha parecia ser na década de vinte, os homens vestiam ternos engomados e as mulheres vestidos longos, era uma festa em uma casa nobre, muitas pessoas eu acompanhava uma mulher, por algum motivo não via o rosto dela ela dançava comigo e tudo parecia perfeito ate um certo momento em que um homem entrava na festa, ele portava uma arma, uma espécie de espingarda apontava ela para min falava palavras que não consigo me lembrar e atirava contra meu peito, eu sentia o sangue jorrando do meu coração que era acertado em cheio, estava acordado ate o momento em que meu coração parava de bater, a mulher ao meu lado, chorava e me tinha em seus braços, a ultima coisa que eu via era esta mulher me beijando. Esse sonho se repetiu por varias vezes durante a noite.
O dia já esta claro, deve ser umas seis ou sete horas da manha, me levanto tomo um café e vou para o computador, hora de trabalhar um pouco mais, as horas passam, o que já são mais de uma hora da tarde e ainda nem almocei, paro um pouco e resolvo fazer meu almoço, o telefone toca, é deve ser o maldito Luiz procurando os desenhos dele, lá vem ele com ladainha toda de novo.

- Alo...
- ...
- Alo, que esta falando? Alguém ai?
- ...
- Alo, ta me ouvindo?
- ...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A noite esta calma uma segunda feira tranqüila resolvo ir ate a lanchonete da esquina,
-Por favor um misto e um café.
A garçonete e muito bonita tem olhos claros e cabelos longos e lisos, a admiro por um tempo enquanto ela me trás o que pedi.
- Aqui esta. - diz a garçonete ao entregar meu lanche-
Agradeço a ela, começo a comer, pego um guardanapo uma caneta que estava no meu bolsa e sabe-se lá como ela foi parar ali, enquanto como vou fazendo uns traços no papel, quando termino meu almoço ou janta sei lá o desenho esta pronto o rosto daquela bela mulher, deixou em cima do balcão junto com o dinheiro para o lanche, e nem olho para traz com medo da reação dela.
Saio da lanchonete acendo um cigarro e decido dar uma volta antes de voltar para casa, gosto de caminhar a noite e bem mais tranqüilo não tem o tumulto da cidade durante o dia. Faço uma pausa na praça garotos andando de skate, casais a namorar e um grupo isolado fumando, um cheiro diferente toca meu nariz como um soco, é parece que não e um simples cigarro que esta sendo compartilhado por aqueles garotos, onde estão os guardas desta cidade, deve estar por ai em algum grupo fazendo o mesmo que eles. Essa sociedade imunda que transformar nossas crianças inocentes em marginais dependentes, decido retratar aquilo em uma obra de arte em forma de critica, droga esqueci minha prancheta gravo a cena em minha mente e volto para minha casa, os carros passam rápidos parecem ignorar tudo que acontece na cidade, transito maluco , alguma coisa me chama a atenção um carro diferente e meio a todos aqueles uma Mercedes clássica de cor prata vidros abaixados musica alta, o que musica clássica, não e comum numa cidade deste porte ver alguém desfilar exibindo seu carro de luxo ouvindo musica clássica, o normal e ouvir uma seqüência de batidas em tambores, barulho ritmado que eles chamam de musica, prefiro chamar de poluição sonora, algo mais me chama atenção a motorista uma bela mulher que olha em minha direção como se somente eu estive-se naquela calçada aquele rosto me é familiar aqueles traços, o cabelo comprido negros como a noite mais fria, como num piscar de olhos ela me abre um sorriso e não teria como não reconhece-la, um sorriso que na noite anterior atormentou me por momentos que agora parecem que iram durar um pouco mais do que eu espera, o carro parece passar em câmera lenta, eu o acompanho com os olhos por um momento chego a esquecer ate mesmo quem sou admirado pela beleza daquela mulher e de seu carro, mas agora me fica a duvida que será esta mulher que surge em meio ao nada em meu desenho que eu descubro que não é apenas fruto da minha imaginação. Vou pra casa ainda incrédulo, não poderia ser só coincidência tudo isso, e quem seria aquela mulher, chego em casa e nem me lembro mais o que eu tinha que fazer quando chega-se, me deito abro a janela a noite esta quente hoje, pela janela sou capaz de ver as estrelas e o rosto que me vem a mente e o dela, uma folha voa para dentro do meu apartamento, estranho a quitinete e no 3 andar como num reflexo pego a folha que passava por cima da cama, é parece que achei o meu desenho perdido, corro pra janela mas não vejo nada a não ser a noite clara iluminada pela lua e pelas luzes da rua abaixo.