sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mantenho a calma, isso já é um principio, já sei o que dizer.
-É, mas estou aqui.
Ela sorri com o comentário, e com um gesto suave se desvia de mim. E continua a comprimentar os convidados.
Fico pensando se não seria capaz de criar um comentário pior que o que acabei de fazer, era uma oportunidade e tanto para descobrir quem exatamente é essa mulher.
A noite passa e ela nem mesmo volta a olhar para mim, me sinto mal comigo mesmo, é acho preferível voltar para casa, e é isso que faço.
Já são mais de 03h00min da manhã a rua está deserta caminho com calma acendo um cigarro e olho para lua, o céu está limpo sem nuvens, mas as luzes da cidade me impedem de ver as estrelas o único destaque que encontro em meio aquele céu escuro é uma gigantesca lua.
escuto alguém falando algo comigo, uma voz feminina bem suave, estou distraído, a voz parece ser familiar, mas ignoro isso, como sempre deve ser uma das putas procurando um programa.
-Não obrigado, não estou procurando me satisfazer nessa noite apenas admirar a noite.
mas a voz insiste. -Então porque não fazer isso de um local onde possa ver as estrelas.
Olho para o lado com rapidez, agora sei de quem é aquela voz que soa como uma melodia em meus ouvidos é a voz dela, dessa mulher misteriosa que surge e some nas minhas últimas noites. La está ela em sua Mercedes com seus cabelos soltos esvoaçantes ao vento que entra pela janela. Ela para.
-Então vamos?
Entro no carro e mal sei eu que essa noite mudaria minha vida por toda a eternidade.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

ela continua caminhado, ate um palanque montadopara que ela podesse fazer seu discurso de abertura, e sobe no mesmo, e como que num passe de magica todos se calam olham para e admiram naum consigo retirar meus olhos dela nem por um instante.
Seu discurso de inalguraçao é lindo, a galeria toda aplaude, algumas pessoas chegam a chorar com a intencidade das palavras, estava maravilhado nunca tinha presenciado alguem se expressando tao bem utilizando palavras, todos os gestos e todas as palavras ninguem conseguia se desconcentrar por nenhum instante. estava extremamente maravilhado parecia que cada palavra que ela disia era dita diretamente para min, seus olhos pairavam sobre o meu com tamanha intencidade que so tinha encontrado em olhares compartilhado na cama,preciso falar com ela, e nem imagino o que dizer mas preciso falar.
Ela desse do palanque e começa a comprimentar os convidados um a um ela comprimenta e faz questa de conversar com todos, sempre sorrindo com um sorriso que parece ter sido desenhado por um pintor extremamente talentoso.
ela se aproxima de min olha nos meu olhos, sorri suavemente molha seus labios com delicadesa e me diz:
--que bom que voce veio, pensei que vc nao viria prestigiar-me!
nao compriendo, eu naum fui convidado pra festa, nem mesmo imagino como meu nome foi para na lista de convidados vip, as palavras delas realmente me assustao tao simples e tao assustadoras, mas tinha que me manter calmo e fingir que sabia de tudo, e agora o que devo fazer o que eu digo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

- Bonita obra não é? - um homem que estava ao meu lado comenta-
- Muito bonita. - eu respondo-
- Como ela pode representar tao bem a simplicidade do povo do campo mineiro não é. - continua ele -
- Ela e uma ótima pintora. realmente de onde ela tira toda essa inspiração - respondo eu -
- olha aquela dali é a Srta. Personato. - diz o homem -
- onde ? - respondo rapido -

Olho repentinamente para o final da galeria me deparo com uma mulher linda que chama a atenção de todos que estão presente, também pudera, ela esta linda vestindo um vestido vermelho tom de sangue, em seu pescoço um colar de perolas que realça seu rosto seus cabelos negros soltos deixam mechas caídas de leve sobre seu rosto não omitindo a beleza do mesmo um sorriso suave sai de sua boca perante os olhares admirados de seus convidados, com movimentos suaves e de extrema delicadeza ela comprimenta os convidados enquanto caminha pela galeria seus olhos negros tem o brilho de uma perola passeie entre os rostos das pessoas presente como que procurando alguem e ao encontrar o meu olha para como se o tempo parasse ela olha em meus olhos e sorri, com um sorriso de satisfaço como de quem fez um serviço bem feito e recebe seu premio, ela se aproxima de min, eu estou paralisado admirando a sua beleza suas curvas seu caminhar tudo como uma escultura perfeita feita a dedo pelo próprio criador. ela caminha com suavidade sorri e passa por min ignorando a minha presença naquele local. Eu tento dizer algo fazer alguma coisa para chamar a sua atenção força-la a se aproximar de min mas anum consigo sua beleza e tamanha que fico sem reação.
A exposição

Nossa quanto movimento, a rua esta cheia, o estacionamento também esta cheio quanta movimentação parece ate uma festa do alto escalão da cidade quanta gene chique e bem arrumada e minha nossa pra que tanto segurança, tem ate uma fila no porta de entrada, a ja to aqui agora eu vou entrar.
a fila era realmente grande fico alguns minutos na fila resolve não puxar papo com ninguém, toda aquela gente me olha de uma maneira diferente parece ate que cagaram em sima de min e eu num notei , comprimento algumas pessoas para ver se elas param de me olhar. elas param parece que deu certo a tática de cumprimentar. chego na porta, segurança parece que estão com uma lista e agora o que eu faço.
- seu nome por favor ? - pede um dos seguranças segurando uma lista nas maos,
- Em ?
- Seu nome por favor senhor! - ele repete
o que fazer eu sei que meu nome não esta lista, afinal eu nem sabia que precisava deixar o nome em alguma lista.
- Marcos Viena Junior. - depois que ele der a resposta eu dou um jeito de inventar uma desculpa e entrar.
o segurança procura pelo meu nome na lista de convidado, uma gota de suor frio rola pela minha testa, escore pelo meu rosto e morre em meu queixo, droga marcos pensa em alguma coisa rápido ela já vai falar que seu nome não esta na lista e você ainda nem pensou em nada.
- por favor senhor Viena entre.
-como? meu nome esta na lista ?
-sim claro, Marcos Viena Junior convidado de honra de senhorita Personato.
-esta bem .- respondo com uma cara de surpreso-
Abro a porta e convido ele para entrar

- Não repara a bagunça, não tive tempo de arrumar o apartamento nestes últimos dias
- Trabalhando muito?
- Não preguiça mesmo.
- Há há há, não e novidade vindo de você.
- Que houve assim, ate acredita que e verdade
- Mas me diga, esta pronto o que lhe pedi?
- Claro, tive dando os últimos retoques nesta noite, vem cá vou te mostra.

Ligo meu computador enquanto vejo Luiz foleando meus outros trabalhos. Luiz é um homem descolado, apesar de sua idade aparenta ser bem mais jovem, ele já deve esta beirando seus quarenta anos e parece ser um jovem de apenas vinte e poucos, não so na aparência mas em suas atitude, deve ser o alto convívio com pessoas mais jovens.

- Esta aqui. Tudo prontinho do jeito que você pediu.
- Hum, muito bom exatamente o que eu precisava atrasado mas de altisima qualidade, num e atoa que e reconhecido como um dos melhores. Ei e o que é aquilo.-apontando para o desenho daquela garota-
- Ele esta ótimo, encaixaria perfeitamente também, só fazer uns efeitos de arte final e pronto seria perfeito, posso incluir ele também?
- A você ta falando deste desenho, foi só um ensaio que eu fiz no domingo a noite.
- Nossa e quem e a modelo? ela parece ser linda.
- Num sei nem de onde saiu a idéia dela.
- Ei calma ai essa é a? como e mesmo o nome dela? Fernanda Personato.
- Quem?
- Fernanda Personato, uma grande pintora, chegou na cidade a pouco tempo, não tem nem mesmo uma semana que ela esta aqui com uma exposição de quadros no MAN.
- Não sei quem e ela. Se quiser ficar com o desenho fique a vontade.
- Ok vou levar ele também.
- Ta certo então o dinheiro já esta na minha conta correto, como combinado?
- Isso mesmo pode passar no banco e retirar, agora eu vou indo que tenho que levar isso para a editora ainda hoje
- Vai la, um abraço amigo
- Outro
Acabo meu café e vou caminhar pela cidade tumultuada, caminho ate chegar a praça central um dos poucos lugares com uma pequena área verde, se é que podemos chamar isso de área verde, me sento e acender outro cigarro, fico ali por horas observando as pessoas passarem, uma garotinha se aproxima de min, aparenta ter no Maximo dez anos, já chega mostrando uma caixinha de chicletes;

- Moço, me compra um chicletes pra me ajudar.

Coloco a mão no bolso apanho umas moedas e dou a garota, que já vem me entregando a mercadoria,

- Não abrigado pode ficar pra você.

Sei que isso que fiz é errado, não passo de mais um hipocirta alimentando o vicio de um pai escroto que se esconde atrás da inocência de uma garotinha para arrumar dinheiro de maneira fácil, e fútil. observo a paisagem busco inspiração para novas artes fico ali por alguns minutos, é hora de voltar pra casa, voltar a trabalhar, acendo um cigarro e me levanto. Chegando em casa me deparo com Luiz a minha porta:

- Ei rapaz, procurando alguém - falo com ele.
- Chegou na hora certa.
É acho que essa merda de telefone deve estar com defeito, desligo ele, paro e olho nas ultimas chamadas para ver o numero, “ligação confidencial”, como eu odeio isso, pena que a maldita operado não me permite retirar isso, droga.
Volto para meu almoço, comida congelada, é parece não estar estragada. Como aquilo e resolvo dar uma volta pela cidade, já sei vou tomar um café na lanchonete da esquina, acendo um cigarro pouco antes de chegar a lanchonete, droga esqueci que não pode entrar fumando, paro um pouco do lado de fora e fico observando as pessoas, passando apressadas com suas bolsas, suas complicações, seu próprios atrasos carros passam pela rua como foguetes só parando por obrigação quando o sinal se fecha, vejo uma movimentação estranha pivetes rodeiam uma senhora, e parece que vou presenciar um crime hoje logo cedo, com ações rápidas eles pegam a bolsa da senhora e disparam pela rua transversal, onde estão os guardas dessa cidade, a mulher se desespera mas já é tarde demais eles se foram. Acabo meu cigarro e entro na lanchonete, hum cadê a garçonete? Peço um café, e um senhor que me atende, de cabelos grisalhos e rosto abatido.

- Aquela garçonete que sempre me atende, esta de folga hoje?
- Não, ela não veio e ninguém sabe ao certo o que houve com ela.
- Brigado.